terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
PROGRAMA COPA NO PANTANAL - 1 PARTE
Primeiro bloco do programa Copa no Pantanal que foi ao ar no dia 17 de janeiro no programa "Destaque" e Canal 7 da Jet TV (tevê por assinatura)
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PROGRAMA COPA NO PANTANAL - 2 PARTE
Segunda parte do primeiro programa Copa no Pantanal que foi ar no dia 13.01
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sábado, 16 de janeiro de 2010
PROGRAMA COPA NO PANTANAL NA JET TV E SBT
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O programa "Destaque" do SBT inaugura neste domingo - das 10 às 11 horas - o quadro "Copa no Pantanal", um noticiário resumo sobre os assuntos da área. Na próxima semana, o programa "Copa no Pantanal", que tem como âncora o jornalista João Gallo veiculará diariamente no canal 7 (Meu Canal) da televisão por assinatura Jet TV durante toda a semana com cinco inserções diárias.
Na Jet, o quadro "Copa no Pantanal" terá duração de meia hora e vai mostrar mais do que assuntos sobre a Copa. O telespectador poderá acompanhar, além do noticiário específico, informações sobre o Campeonato Estadual de Futebol e vídeos com gols das copas. Elaboradas pelos jornalistas João Gallo e Maciel Júnior, as matérias abrangem, inclusive, temas atuais.
No programa de estreia do "Copa no Pantanal", serão exibidas cinco matérias e ainda uma enquete sobre o que a população espera e pensa da Copa do Mundo 2014 em Cuiabá nos quadros "Fala aí" e "Chutando o balde". O entrevistado da primeira edição é o presidente da Agecopa, Adílton Sachetti que abordará três temas: A preparação de Cuiabá para a Copa, a assinatura do termo de compromisso das cidades e estados com o Governo Federal (dia 13) e as licitações para a reforma do prédio que abrigará a sede da Agecopa e do estádio Verdão, que será demolido em fevereiro. Também foi preparada uma matéria sobre o ginásio Aecim Tocantins.
Ao falar sobre o novo programa, o jornalista João Gallo afirmou que "o Copa no Pantanal foi idealizado com a missão de informar à população cuiabana tudo o que está acontecendo no processo de preparação de Cuiabá para a Copa 2014. Procuramos fazer um programa para atender o interesse do telespectador com este assunto. Após a Copa da África, as atenções se voltarão para o Brasil. Cuiabá como uma das 12 cidades-sede, passará pelos olhos do mundo. Vamos procurar mostrar tudo o que está acontecendo e o que vai acontecer. O Copa no Pantanal tem início com um programa piloto simples. Já foi um passo importante, mas pretendemos aprimorar".
As matérias veiculadas no programa "Copa no Pantanal" exibidos pelo SBT e Jet TV também estarão disponíveis no site copanopantanal.com.br.
Na Jet, o quadro "Copa no Pantanal" terá duração de meia hora e vai mostrar mais do que assuntos sobre a Copa. O telespectador poderá acompanhar, além do noticiário específico, informações sobre o Campeonato Estadual de Futebol e vídeos com gols das copas. Elaboradas pelos jornalistas João Gallo e Maciel Júnior, as matérias abrangem, inclusive, temas atuais.
No programa de estreia do "Copa no Pantanal", serão exibidas cinco matérias e ainda uma enquete sobre o que a população espera e pensa da Copa do Mundo 2014 em Cuiabá nos quadros "Fala aí" e "Chutando o balde". O entrevistado da primeira edição é o presidente da Agecopa, Adílton Sachetti que abordará três temas: A preparação de Cuiabá para a Copa, a assinatura do termo de compromisso das cidades e estados com o Governo Federal (dia 13) e as licitações para a reforma do prédio que abrigará a sede da Agecopa e do estádio Verdão, que será demolido em fevereiro. Também foi preparada uma matéria sobre o ginásio Aecim Tocantins.
Ao falar sobre o novo programa, o jornalista João Gallo afirmou que "o Copa no Pantanal foi idealizado com a missão de informar à população cuiabana tudo o que está acontecendo no processo de preparação de Cuiabá para a Copa 2014. Procuramos fazer um programa para atender o interesse do telespectador com este assunto. Após a Copa da África, as atenções se voltarão para o Brasil. Cuiabá como uma das 12 cidades-sede, passará pelos olhos do mundo. Vamos procurar mostrar tudo o que está acontecendo e o que vai acontecer. O Copa no Pantanal tem início com um programa piloto simples. Já foi um passo importante, mas pretendemos aprimorar".
As matérias veiculadas no programa "Copa no Pantanal" exibidos pelo SBT e Jet TV também estarão disponíveis no site copanopantanal.com.br.
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Visite nosso site: www.cbamt.com.br
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domingo, 3 de janeiro de 2010
Sites de relacionamentos
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Já que estamos no "preâmbulo da refrega" do Ano Novo, vale algumas divagações sobre cuidados especiais que devemos tomar em alguns momentos da vida. Nem vou dizer na hora de alguém conhecer alguém e com esse alguém tentar preencher um vazio existencial... Nem vou falar disso. Mas bem que podemos falar de "pegadinhas" que algumas empresas andam preparando para pegar pessoas desavisadas e que andam em busca de emprego.
Desavisadas e comprometidas, comprometidas aqui vale como pessoas que andam ou andaram fazendo tolices, tolices que nem elas desconfiam que lhes podem servir de eliminação numa seleção para emprego. Vou logo ao ponto, já enrolei demais.
É o seguinte: muitas empresas ao avaliar um candidato a emprego, candidatos a uma boa posição, pesquisam em sites de relacionamentos para ver se acham alguma coisa que comprometa o candidato. Claro que as empresas que fazem essa "pesquisa" não o admitem. Mas a verdade é que, pelo que descobrem, eliminam muitos candidatos até então insuspeitos. São os trouxas que se enredam em conversas comprometedoras em sitezinhos de gente vazia, que, aliás, são todos, todos, sem exceção. Só quem não se respeita entra em sites de relacionamento, em divertimentos computacionais, só esses.
Uma pessoa se revela pelo que diz, pelo modo como escreve, senta, aperta a mão, toma água, espirra, tosse, come, caminha, tudo, tudo revela. Imagine então nos sites. Claro, não vão faltar os falsamente "politicamente corretos" para alegar que essa "bisbilhotagem" é ilegal.
Vão me desculpar, na empresa manda o dono, a diretoria, os que a fazem, ninguém mais mete o bedelho. E fazem muito bem as empresas em investigar comportamentos que revelam caráter, personalidade. O bom sujeito, o bom funcionário, o bom chefe, não é apenas uma pessoa competente, tem também que ser gente, valer a pena.
Quando o caráter contraindica uma pessoa ao cargo, é tolice apostar num milagre. E pensando bem, se os namorados, os que pensam em casar, fizessem essa investigaçãozinha de bisbilhotar na internet para saber como se "divertem" seus parceiros, ah, ninguém mais casaria.
Está bem, ninguém é exagero, muito poucos, raros, raríssimos. A grande maioria é feita por gente tola, gente que vive no computador, chats, namoricos, sacanagens, sites disso, daquilo, coisa de quem é avesso à leitura. Maioria. Bem fazem as empresas em buscar descobrir sobre as manias e os vícios dos seus candidatos a vagas. Bom, mas quem não deve, não teme.
Desavisadas e comprometidas, comprometidas aqui vale como pessoas que andam ou andaram fazendo tolices, tolices que nem elas desconfiam que lhes podem servir de eliminação numa seleção para emprego. Vou logo ao ponto, já enrolei demais.
É o seguinte: muitas empresas ao avaliar um candidato a emprego, candidatos a uma boa posição, pesquisam em sites de relacionamentos para ver se acham alguma coisa que comprometa o candidato. Claro que as empresas que fazem essa "pesquisa" não o admitem. Mas a verdade é que, pelo que descobrem, eliminam muitos candidatos até então insuspeitos. São os trouxas que se enredam em conversas comprometedoras em sitezinhos de gente vazia, que, aliás, são todos, todos, sem exceção. Só quem não se respeita entra em sites de relacionamento, em divertimentos computacionais, só esses.
Uma pessoa se revela pelo que diz, pelo modo como escreve, senta, aperta a mão, toma água, espirra, tosse, come, caminha, tudo, tudo revela. Imagine então nos sites. Claro, não vão faltar os falsamente "politicamente corretos" para alegar que essa "bisbilhotagem" é ilegal.
Vão me desculpar, na empresa manda o dono, a diretoria, os que a fazem, ninguém mais mete o bedelho. E fazem muito bem as empresas em investigar comportamentos que revelam caráter, personalidade. O bom sujeito, o bom funcionário, o bom chefe, não é apenas uma pessoa competente, tem também que ser gente, valer a pena.
Quando o caráter contraindica uma pessoa ao cargo, é tolice apostar num milagre. E pensando bem, se os namorados, os que pensam em casar, fizessem essa investigaçãozinha de bisbilhotar na internet para saber como se "divertem" seus parceiros, ah, ninguém mais casaria.
Está bem, ninguém é exagero, muito poucos, raros, raríssimos. A grande maioria é feita por gente tola, gente que vive no computador, chats, namoricos, sacanagens, sites disso, daquilo, coisa de quem é avesso à leitura. Maioria. Bem fazem as empresas em buscar descobrir sobre as manias e os vícios dos seus candidatos a vagas. Bom, mas quem não deve, não teme.
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Irresponsáveis do "governico"
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Deviam estar na cadeia os irresponsáveis do "governico" que incentivam o povo, que é pobre, na regra e na estatística, a comprar e, por consequência, endividar-se. Cadeia. Quando começar a explodir a bolha das inadimplências, aqui vai ser pior que nos Estados Unidos. Anote, guarde e espere!
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Fones enfiados nos ouvidos
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A "mocinha" não devia ter mais que 10 anos, andava de bicicleta, na via dos automóveis, e com fones enfiados nos ouvidos. Não tem pai, não tem mãe, só pode. Como é que pai e mãe permitem que uma "pivete" ande na rua de bicicleta e fones nos ouvidos? Que esses "pais" não chorem depois...
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
FELIZ ANO NOVO
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POR QUE DESEJAR feliz ano novo se há tanta infelicidade à nossa volta? Será feliz o próximo ano para afegãos, iraquianos e para os soldados americanos sob ordens de um presidente que qualifica de "justas" guerras de ocupações genocidas? Serão felizes as crianças africanas reduzidas a esqueletos de olhos perplexos pela tortura da fome? Seremos todos felizes, conscientes dos fracassos de Copenhague, que salvam a lucratividade e comprometem a sustentabilidade?
O que é felicidade? Aristóteles assinalou: é o bem maior a que todos almejamos. E alertou meu confrade Tomás de Aquino: mesmo ao praticarmos o mal. De Hitler a madre Teresa de Calcutá, todos buscam, em tudo o que fazem, a própria felicidade.
A diferença reside na equação egoísmo/altruísmo. Hitler pensava em suas hediondas ambições de poder. Madre Teresa, na felicidade daqueles que Frantz Fanon denominou "condenados da Terra".
A felicidade, o bem mais ambicionado, não figura nas ofertas do mercado. Não se pode comprá-la, há que conquistá-la. A publicidade empenha-se em nos convencer de que ela resulta da soma dos prazeres. Para Roland Barthes, o prazer é "a grande aventura do desejo".
Estimulado pela propaganda, nosso desejo exila-se nos objetos de consumo. Vestir esta grife, possuir aquele carro, morar neste condomínio de luxo, reza a publicidade, nos fará felizes.
Desejar feliz ano novo é esperar que o outro seja feliz. E desejar que também faça os outros felizes? O pecuarista que não banca assistência médico-hospitalar para seus peões e gasta fortunas com veterinários para o seu rebanho espera que o próximo tenha também um feliz ano novo?
Na contramão do consumismo, Jung dava razão a são João da Cruz: o desejo busca, sim, a felicidade, "a vida em plenitude" manifestada por Jesus, mas ela não se encontra nos bens finitos ofertados pelo mercado. Como enfatizava o professor Milton Santos, acha-se nos bens infinitos.
A arte da verdadeira felicidade consiste em canalizar o desejo para dentro de si e, a partir da subjetividade impregnada de valores, imprimir sentido à existência. Assim, consegue-se ser feliz mesmo quando há sofrimento. Trata-se de uma aventura espiritual. Ser capaz de garimpar as várias camadas que encobrem o nosso ego.
Porém, ao mergulharmos nas obscuras sendas da vida interior, guiados pela fé e/ou pela meditação, tropeçamos nas próprias emoções, em especial naquelas que traem a nossa razão: somos ofensivos com quem amamos; rudes com quem nos trata com delicadeza; egoístas com quem nos é generoso; prepotentes com quem nos acolhe em solícita gratuidade.
Se logramos mergulhar mais fundo, além da razão egótica e dos sentimentos possessivos, então nos aproximamos da fonte da felicidade, escondida atrás do ego. Ao percorrer as veredas abissais que nos conduzem a ela, os momentos de alegria se consubstanciam em estado de espírito. Como no amor.
Feliz ano novo é, portanto, um voto de emulação espiritual. É claro que muitas outras conquistas podem nos dar prazer e a alegre sensação de vitória. Mas não são o suficiente para nos fazer felizes. Melhor seria um mundo sem miséria, sem desigualdade, sem degradação ambiental, sem políticos corruptos!
Essa infeliz realidade que nos circunda, e da qual somos responsáveis, por opção ou por omissão, se constitui num gritante apelo para nos engajarmos na busca de "um outro mundo possível". Contudo, ainda não será o feliz ano novo.
O ano será novo se, em nós e à nossa volta, superarmos o velho. E velho é tudo aquilo que já não contribui para tornar a felicidade um direito de todos. À luz de um novo marco civilizatório, há que se superar o modelo produtivista-consumista e introduzir, no lugar do PIB, a FIB (Felicidade Interna Bruta), fundada numa economia solidária.
Se o novo se faz advento em nossa vida espiritual, então, com certeza, teremos, sem milagres ou mágicas, um feliz ano novo, ainda que o mundo prossiga conflitivo; a crueldade, travestida de doces princípios; o ódio, disfarçado de discurso amoroso.

FELIZ ANO NOVO: "O ano será novo se, em nós e à nossa volta, superarmos o velho, aquilo que já não contribui para tornar a felicidade direito de todos"
POR QUE DESEJAR feliz ano novo se há tanta infelicidade à nossa volta? Será feliz o próximo ano para afegãos, iraquianos e para os soldados americanos sob ordens de um presidente que qualifica de "justas" guerras de ocupações genocidas? Serão felizes as crianças africanas reduzidas a esqueletos de olhos perplexos pela tortura da fome? Seremos todos felizes, conscientes dos fracassos de Copenhague, que salvam a lucratividade e comprometem a sustentabilidade?
O que é felicidade? Aristóteles assinalou: é o bem maior a que todos almejamos. E alertou meu confrade Tomás de Aquino: mesmo ao praticarmos o mal. De Hitler a madre Teresa de Calcutá, todos buscam, em tudo o que fazem, a própria felicidade.
A diferença reside na equação egoísmo/altruísmo. Hitler pensava em suas hediondas ambições de poder. Madre Teresa, na felicidade daqueles que Frantz Fanon denominou "condenados da Terra".
A felicidade, o bem mais ambicionado, não figura nas ofertas do mercado. Não se pode comprá-la, há que conquistá-la. A publicidade empenha-se em nos convencer de que ela resulta da soma dos prazeres. Para Roland Barthes, o prazer é "a grande aventura do desejo".
Estimulado pela propaganda, nosso desejo exila-se nos objetos de consumo. Vestir esta grife, possuir aquele carro, morar neste condomínio de luxo, reza a publicidade, nos fará felizes.
Desejar feliz ano novo é esperar que o outro seja feliz. E desejar que também faça os outros felizes? O pecuarista que não banca assistência médico-hospitalar para seus peões e gasta fortunas com veterinários para o seu rebanho espera que o próximo tenha também um feliz ano novo?
Na contramão do consumismo, Jung dava razão a são João da Cruz: o desejo busca, sim, a felicidade, "a vida em plenitude" manifestada por Jesus, mas ela não se encontra nos bens finitos ofertados pelo mercado. Como enfatizava o professor Milton Santos, acha-se nos bens infinitos.
A arte da verdadeira felicidade consiste em canalizar o desejo para dentro de si e, a partir da subjetividade impregnada de valores, imprimir sentido à existência. Assim, consegue-se ser feliz mesmo quando há sofrimento. Trata-se de uma aventura espiritual. Ser capaz de garimpar as várias camadas que encobrem o nosso ego.
Porém, ao mergulharmos nas obscuras sendas da vida interior, guiados pela fé e/ou pela meditação, tropeçamos nas próprias emoções, em especial naquelas que traem a nossa razão: somos ofensivos com quem amamos; rudes com quem nos trata com delicadeza; egoístas com quem nos é generoso; prepotentes com quem nos acolhe em solícita gratuidade.
Se logramos mergulhar mais fundo, além da razão egótica e dos sentimentos possessivos, então nos aproximamos da fonte da felicidade, escondida atrás do ego. Ao percorrer as veredas abissais que nos conduzem a ela, os momentos de alegria se consubstanciam em estado de espírito. Como no amor.
Feliz ano novo é, portanto, um voto de emulação espiritual. É claro que muitas outras conquistas podem nos dar prazer e a alegre sensação de vitória. Mas não são o suficiente para nos fazer felizes. Melhor seria um mundo sem miséria, sem desigualdade, sem degradação ambiental, sem políticos corruptos!
Essa infeliz realidade que nos circunda, e da qual somos responsáveis, por opção ou por omissão, se constitui num gritante apelo para nos engajarmos na busca de "um outro mundo possível". Contudo, ainda não será o feliz ano novo.
O ano será novo se, em nós e à nossa volta, superarmos o velho. E velho é tudo aquilo que já não contribui para tornar a felicidade um direito de todos. À luz de um novo marco civilizatório, há que se superar o modelo produtivista-consumista e introduzir, no lugar do PIB, a FIB (Felicidade Interna Bruta), fundada numa economia solidária.
Se o novo se faz advento em nossa vida espiritual, então, com certeza, teremos, sem milagres ou mágicas, um feliz ano novo, ainda que o mundo prossiga conflitivo; a crueldade, travestida de doces princípios; o ódio, disfarçado de discurso amoroso.
A diferença é que estaremos conscientes de que, para ter um feliz ano novo, é preciso abraçar um processo ressurrecional: engravidar-se de si mesmo, virar-se pelo avesso e deixar o pessimismo para dias melhores.
By: Frei Beto
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